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QUE TAL ESSE POR DO SOL PARA ACALMAR NOSSA ALMA
Escrito por cris2indiogaviao às 12h34
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Texto atual sobre as comunidades indigenas arara e gavião
Breve histórico do Povo Arara/Gavião
Os povos Arara e Gavião habitam a Terra Indígena Igarapé Lourdes, homologada pelo Decreto Lei 88.609 de 09 de agosto de 1983 (FUNAI), localizada na região centro-leste do estado de Rondônia, inserida totalmente no município de Ji-Paraná, compreendida entre o rio Ji-Paraná, pela borda oeste e pelas divisas dos Estados de Rondônia e Estado do Mato-Grosso, a leste. Possui uma área de 185.533 hectares constando com aproximadamente 670 índios da etnia Gavião e 280 Arara. O meio de acesso mais viável e dominante é o viário, utilizando inicialmente a RO 128 desde Ji-Paraná e em seguida linha 82 até o Distrito de Nova Colina, um percurso de aproximadamente 40 km, segue-se pela linha 74 até a aldeia mais próxima (Í´Kólóéhj). A partir dessa as demais ficam a mais próxima 04 e a mais distante aproximadamente 60 km.
39% Reserva Biológica do Jarú – 267.915 hectares
27% Terra Indígenas Igarapé Lourdes – 185.563 hectares
33% Zona Rural –228.517 hectares
1% Zona Urbana (cidade) – 10.538 hectares
Segundo Mindlim (1991) os primeiros contatos que o povo Arara teve com os não índios, foi a partir da década de 40 a 50 anos com os seringueiros.
Trabalharam nos seringais em regime de escravidão. Segundo entrevista realizada no ano de 2005 com algumas lideranças da aldeia Paygap (aldeia liderada pelo Sr. Pedro Arara) e I’Târap (Liderada por Firmino Arara) eles se espalharam entre os seringais, trabalhando em troca de alimento, roupa, utensílios; quando o seringueiro não precisava mais de seu trabalho, os indígenas retornavam às aldeias e, como conseqüências disso, suas roças tornaram-se escassas, gerando uma relação de dependência para com os seringueiros. Na década de 60, foram realdeados pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e muitos dos que haviam saído de suas terras, seja porque foram adotados pelos seringalistas, seja fugindo dos conflitos com os não-indígenas, ou com outros povos, retornaram à sua Terra.
Na década de 1950, em seqüência deste “boom” da borracha, e do inicio da atividade de mineração na região, houve grande mortandade entre os Wayoró, os Macurap do rio Branco, os Xapacura da região de Guajará Mirim, os Tenharim do rio Madeira; os Gavião (Ikolen) e Arara (Karo) na bacia do rio Machado ou Ji-Paraná. No eixo da BR 364, na década de 1960, os Canoé, Aikanã, Sakirabiar, Kwasar, Nambikwara, Salamãi, habitantes do centro-sul do estado de Rondônia e norte do Mato Grosso, também foram atingidos.Em 1966 o S.P.I. foi extinto, por diversas razões, e substituído pela Fundação Nacional do Índio, FUNAI, em 1967. Embora importantes para sua defesa, estes órgãos não foram suficientes para conter os avanços das frentes de expansão e os decorrentes prejuízos aos povos indígenas. (BRASIL, MEC,1995,p. 36)
Os Arara se espalharam pelos seringais em grupos familiares. Muitos saíram dali fugindo de doenças, por medo dos conflitos com os seringalistas e com os outros povos que vinham sendo empurrados de suas terras.
O povo Gavião, que divide a Terra Indígena Igarapé Lourdes com os Arara, foram mencionados pela primeira vez por Harald Schults (Apud Mindlim) na década de 50. Segundo os escritores foi a primeira informação sobre uma etnia nessa região que pertencia ao tronco lingüístico Tupi-Mondé.
A partir de 2001 a antropóloga Betty Mindlim, cita outras referências históricas a respeito dos Gavião. Em muitas de suas entrevistas, há um indígena que merece destaque pela sua mente fantástica, Catarino Sebirop Gavião, que faz relatos detalhados dos lugares onde viviam antigamente, em suas terras tradicionais.
A história do povo Gavião não difere muito dos Arara. Entraram em contato com os seringueiros, trabalhavam como escravos. Logo após o realdeamento pelo SPI, começaram a plantar e vender, bem como consumir produtos não indígenas. Embora esse contato tenha sido desastroso nas primeiras décadas de contato das sociedades indígenas com a não indígena. |Cristiano Terto da
Escrito por cris2indiogaviao às 11h55
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Perfil: Pedagogo Cristiano Terto da Silva
Formado pela UNIR - RO Ji-Paraná, Pós Graduando em Orientação e Supervisão Escolar
Trabalho na assessoria Pedagógica da Educação Escolar Indígena de Ji-Paraná
Escrito por cris2indiogaviao às 12h35
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TEXTOS E PRETEXTOS SOBRE A QUESTAO INDÍGENA
Breve Histórico: A questão Indígena num contexto Geral
Estima-se que em 1500 a população indígena no Brasil era de aproximadamente 5 milhões de habitantes, hoje no país inteiro essa população não passa de 370.000 ou pouco mais de 0,2% da população não índia ( ISA,2003). Alguns pesquisadores, como Carlos Alberto Ricardo e Luiz Donizete Grupione (1995), afirmam em seus estudos que há mais de 40 mil anos o Brasil é habitado por populações indígenas, cerca de mais de 900 etnias que possuíam seus hábitos, línguas, tradições, mitos e costumes próprios. (RICARDO,1995, p.45)
No olhar do europeu os indígenas que viviam na costa brasileira eram todos iguais, conceito que perdura, ainda hoje, por grande parte da população não-índia. A nomenclatura “índio”, não carrega a carga semântica de toda a diversidade que as populações indígenas representam. Esta foi à forma de caracterizar os moradores daqui, donos das terras tradicionalmente ocupadas por populações que migraram do continente Asiático e das ilhas localizadas no Oceano Pacífico (SENHORES DA SILVA,2000, p.12 ).
Sobre o assunto João Pacheco de Oliveira coloca que:
... “Índio” constitui um indicativo de estado cultural, claramente manifestado pelos termos que em diferentes contextos o podem vir a substituir – silvícola, íncola, aborígene, selvagem, primitivo, entre outros. Todos carregados com um claro denotativo de morador das matas, de vinculação com a natureza, de ausência dos benefícios da civilização. A imagem típica, expressa por pintores plásticos, desenhos infantis e chargistas, é sempre de um indivíduo nu, que apenas lê no grande livro da natureza, que se coloca livremente pela floresta e que apenas carrega consigo (ou exibe em seu corpo) marcas de uma cultura exótica e rudimentar, que remete a origem da historia da humanidade. (Oliveira, A Temática Indígena na Escola, 1995, p. 78).
A diversidade indígena no Brasil é representada por 220 etnias falantes de aproximadamente 175 idiomas distintos. População que vem aumentando a cada ano. Esta constatação verificamos em praticamente todos os povos do Brasil, como analisado no diagnóstico da KANINDÉ sobre o aumento significativo das populações indígenas nas comunidades Arara e Gavião: “A primeira observação é que, desde os anos 80, a precisão do desaparecimento dos povos indígenas cedeu lugar à constatação de uma retomada demográfica geral”. (KANINDÉ, 2005). Outro estou de Isidoro (2006) mostra que a população Arara cresceu 150% do primeiros contatos na década de 1930, até o ano de 2004.Em Rondônia conforme dados da FUNAI, antes das migrações dos não índios nessa região, supõe-se que existiam mais de 80.000 índios de várias etnias. Atualmente esses números chegam a 7000 mil indígenas aproximadamente, divididos entre 36 etnias cada uma com seus modos e costumes próprios de viver, com respeito à natureza, harmonia com meio ambiente, tirando da terra aquilo que lhes dá o sustento, apenas o necessário e mantendo uma boa relação com os não-indígenas.
As 36 etnias existentes no Estado de Rondônia (quadro 01) possuem semelhanças e diferenças. Suas diferenças são no modo de viver, nos ritos, nas manifestações artísticas, mitológicas, culturais e tradicionais. As semelhanças são no respeito ao meio ambiente, a natureza, fauna e flora, a biodiversidade e as questões que envolvem as terras tradicionais
Fonte: Texto retirado da defesa de monografia de Cristiano Terto da Silva, pedagogo habilitado em séries iniciais pela UNIR- Universidade Federal de Rondonia, pós-graduando em o orientação e supervisão escolar e Coordenador de 1ª a 4ª séries da Coordenação de educação escolar indígena.
Escrito por cris2indiogaviao às 10h47
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ola pessoal como estao
Escrito por cris2indiogaviao às 10h59
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As belezas cenicas da aldeia Ikolem
cris cachoeira
Escrito por cris2indiogaviao às 10h11
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Parabéns a vcs mulheres pelo dia internacional da mulher.
Escrito por cris2indiogaviao às 11h49
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Galera deixem seus recados: e- mail
Cris2indiogaviao@bol.com.br
Saibam mais da Educação Escolar Inidigena do Município de Ji-Paraná. Etnias Arara e Gavião.
Equipe de Coordenação Escolar Indigena de Ji-Paraná : Edneia Aparecida Isidora, Rosa, Vania, Cristiano Terto, Mariodete, Joelma, Cida e Lediane. 
Escrito por cris2indiogaviao às 11h41
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